24/09/2026 às 07h49min - Atualizada em 24/09/2026 às 07h49min
PF lança operação e investiga desvio de R$ 17 milhões em prefeituras no interior da Bahia


A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou, nesta quinta-feira (24), a Operação Legado, destinada a apurar suspeitas de fraudes em licitações e contratações diretas realizadas por municípios da Bahia, do Piauí e do Espírito Santo, especialmente na área da saúde.

De acordo com a PF, pelo menos 56 procedimentos de contratação em 31 municípios são investigados, envolvendo aproximadamente R$ 17 milhões em contratos públicos. Entre os investigados estão empresários e atuais e antigos ocupantes de cargos públicos municipais.

 

A investigação da PF resultou na expedição de 44 mandados de busca e apreensão que estão sendo cumpridos nesta quarta-feira em 22 municípios da Bahia, do Piauí, do Espírito Santo, de Minas Gerais e de Sergipe, além do Distrito Federal. As ordens foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que também autorizou 13 medidas patrimoniais e o bloqueio de bens até o limite de R$ 3,4 milhões.

Ainda segundo a Polícia Federal, em todo o estado, os mandados são cumpridos em Itabuna (8), Ibirataia (4), Eunápolis (2), Itapitanga (2), Salvador (2), São Felipe (2), Ubatã (2), Uruçuca (2), Feira de Santana (1), Itabela (1), Presidente Tancredo Neves (1), Teixeira de Freitas (1) e Vitória da Conquista (1).

No Piauí, as diligências abrangem Sebastião Barros (4), Corrente (2), Parnaguá (2) e Bom Jesus (1).

No Espírito Santo, são cumpridos mandados em Jaguaré (2) e Serra (1), em Minas Gerais, em Janaúba (1), em Sergipe, em Barra dos Coqueiros (1), e, no Distrito Federal, em Brasília (1).

A PF aponta indícios de atuação coordenada de empresas, simulação de concorrência, direcionamento de contratações, sobrepreço, faturamento de produtos não entregues e fornecimento de equipamentos usados como se fossem novos. "Também foram identificadas movimentações financeiras suspeitas e possíveis pagamentos de vantagens indevidas a agentes públicos", declarou a corporação, sem revelar quem seriam os envolvidos.

"Os fatos podem caracterizar, em tese, os crimes de organização criminosa, fraude em licitação e contrato público, falsidade documental, peculato e corrupção ativa e passiva", acrescenta a polícia.

 

Matheus Simoni - Bn@ws

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