05/11/2021 às 19h52min - Atualizada em 05/11/2021 às 19h52min
Pílula anticovid da Pfizer tem 89% de eficácia contra hospitalização e morte


O laboratório Pfizer anunciou nesta sexta-feira (5) que seu comprimido contra a Covid-19, o chamado Paxlovid, reduziu em 89% o risco de hospitalização ou morte entre os pacientes adultos que contraíram a doença e tinham um risco elevado de desenvolver formas graves.

 

O tratamento é provavelmente mais eficaz do que o comprimido Monulpiravir, lançado pelo laboratório Merck, que reduz em 50% a possibilidade de uma hospitalização ou morte em um paciente que tem risco de desenvolver uma forma grave da doença. Por enquanto, nenhuma das duas empresas publicou os dados completos sobre os testes clínicos.

A Pfizer deverá enviar os dados provisórios das pesquisas à agência americana de alimentos e medicamentos (FDA). O procedimento para a autorização do uso emergencial do fármaco teve início em outubro. A pílula é administrada com um antiviral já conhecido, o Ritonavir.

Os 1.219 pacientes que participaram dos testes clínicos tinham pelo menos um fator de risco, como idade ou obesidade, e desenvolveram pelo menos uma forma moderada da Covid-19. No total, 3.000 pacientes participarão dos estudos, interrompidos no início por conta dos resultados pouco conclusivos. "O anúncio de hoje conforta nosssos esforços para colocar um fim nos estragos provocados por essa pandemia", declarou Albert Bourla, presidente da Pfizer, em um comunicado.

"Os dados sugerem que nosso tratamento antiviral candidato, se for aprovado pelas autoridades de regulação, tem potencial para salvar vidas, reduzir a gravidade das infecções provocadas pela Covid-19 e evitar até nove de dez hospitalizações", declarou. Segundo o estudo, 0,8% dos pacientes que receberam o tratamento nos três dias após o surgimento dos sintomas foram hospitalizados, e nenhum deles morreu. Entre os participantes que receberam um placebo, a taxa de internação foi de 7%, e sete morreram.

Remédio é eficaz cinco dias após aparecimento dos sintomas

Os dados foram similares nos pacientes que iniciaram o tratamento cinco dias após o aparecimento dos sintomas - 1% precisou de  internação e nenhum óbito foi registrado. Para serem eficazes, os antivirais devem ser administrados o mais cedo possível, antes da propagação da infecção.

"Constatamos uma grande eficácia. As pessoas podem esperar dois dias antes de realizar um teste, isso significa que o tratamento funciona após cinco dias e trará um grande benefício em termos de saúde pública", disse a diretora do programa que desenvolve o medicamento na Pfizer, Annaliesa Anderson. A empresa não deu detalhes sobre os efeitos colaterais, que ocorreram em 20% dos participantes que receberam o remédio ou o placebo.

Os especialistas em doenças infecciosas garantem que a vacina continua sendo a principal arma contra a pandemia, mas seu acesso ainda é limitado em muitos países. O comprimido pode, dessa forma, ser uma solução para diminuir a mortalidade em algumas regiões.

(Com informações da AFP)

 

RFI

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