07/01/2020 às 05h50min - Atualizada em 07/01/2020 às 05h50min
Empresas do setor de energia solar apoiam posicionamento de Bolsonaro


O grupo de trabalho SOS Geração Distribuída, de empresas e entidades do setor de energia solar, reforçou em nota divulgada à imprensa nesta segunda-feira (6) o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro contra a revisão de tarifas para o setor prevista pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

"A iniciativa, que também conta com o importante apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, auxilia na manutenção de um setor que seria inviabilizado, caso a resolução da Aneel entrasse em vigor", disse o grupo em nota.

O presidente Jair Bolsonaro disse em publicação feita em suas redes sociais na noite deste domingo (5) que conversou com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, e que ambos devem colocar em votação um projeto para proibir que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aumente as tarifas da energia solar.

"O presidente da Câmara porá em votação Projeto de Lei, em regime de urgência, proibindo a taxação da energia gerada por radiação solar. O mesmo fará o presidente do Senado", disse.

Maia também usou as redes sociais nesta segunda-feira (6) para corroborar o que foi dito pelo presidente.

"Acabei de ver um vídeo do presidente Jair Bolsonaro criticando qualquer nova taxação de energia solar. Concordo 100% com ele e vamos trabalhar juntos no Congresso, se necessário, para isso não acontecer.

De acordo com SOS Geração Distribuída, o incentivo a fontes renováveis se faz hoje mais necessário e urgente (tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental) porque as chuvas estão muito abaixo da média, deixando os reservatórios das hidroelétricas da região Sudeste com o menor nível desde 2014.

"Caso as precipitações não aumentem, o governo terá que acionar as termoelétricas que, além de poluentes, podem causar um aumento significativo nas contas de luz."

Ainda segundo a nota, o setor gera benefícios econômicos de R$ 1,5 bilhão ao ano, e a previsão é de criação de 600 mil novos empregos até 2035.

"A geração distribuída representa hoje apenas 1% da produção de energia no país. Atualmente, o Brasil possui 127 mil sistemas de microgeração distribuída fotovoltaica, equivalentes a 0,2% dos 84,1 milhões de consumidores cativos de energia. Uma realidade ainda muito incipiente, que tem alto potencial de crescimento para os próximos anos, pois o Brasil é o terceiro país em radiação solar no mundo."

Para o SOS Geração Distribuída, a agência reguladora deve ser solidária aos apelos das empresas e entidades e seguir na direção de incentivar a produção de energia limpa e renovável.

por Folhapress

NOTÍCIAS RELACIONADA
Cinco vereadores são presos em operação da PF que investiga organização...
TSE aprova novas regras para as eleições de...
Empresário alvo da Overclean diz ter “comprado” mais de 50...
Senador do PT inaugura comedouro para pets e vira alvo de piadas na...
GALERIAS
CLASSIFICADOS