02/12/2019 às 19h41min - Atualizada em 02/12/2019 às 19h41min
Barragem da maior mina da Vale em MG é paralisada e entra em alerta


A Barragem Laranjeiras, em São Gonçalo do Rio Abaixo, na Região Central de Minas Gerais, teve as operações paralisadas nesta segunda-feira (2) e entrou em nível 1 de emergência. A estrutura faz parte do complexo da Mina de Brucutu, que pertence à Vale. Ela é a maior da mineradora em Minas Gerais.

De acordo com a mineradora, avaliações geotécnicas estão sendo feitas na barragem e, por isso, a paralisação foi determinada. O protocolo de emergência foi elevado para o nível 1, que não requer a retirada de moradores das áreas de risco e nem o toque de sirenes. O nível 1 significa estado de prontidão, indicando situação adversa na estrutura e controlável pela empresa.

 

 

  • Desde tragédia de Brumadinho, mais de 20 barragens estão em estado de alerta em Minas Gerais, diz Defesa Civil  

    A Vale não informou quais seriam os problemas que causaram a interrupção do lançamento de rejeitos na Barragem Laranjeiras.

    A mina representa 9% da produção nacional da mineradora. Segundo a Vale, a operação a úmido é aquela que utiliza água no processamento do minério de ferro e, consequentemente, gera rejeito que é disposto em barragem.

    A Barragem Laranjeiras havia sido paralisada pela Justiça em fevereiro junto com outras sete após ação civil pública movida pelo Ministério Público, que corre em segredo de Justiça. A mineradora havia conseguido voltar a operar, mas houve nova suspensão no dia 6 de maio
  • Em junho, a prefeitura de São Gonçalo do Rio Abaixo alegou ao Superior Tribunal de Justiça que a paralisação de qualquer estrutura que impossibilite a operação da mina afeta diretamente a economia da cidade e a Vale conseguiu o direito de retomar as atividades.

    A Prefeitura de São Gonçalo do Rio Abaixo informou que a estimativa é que a suspensão dure até dois meses. "Neste período, Brucutu vai operar com cerca de 40% de sua capacidade por meio de processamento a úmido com rejeito filtrado e empilhado. O impacto da paralisação gira em torno de 1,5 milhão de toneladas de minério de ferro por mês", disse a nota.

    A prefeitura pediu à diretoria da Vale um diagnóstico com mais informações sobre a barragem.

    Por Thais Pimentel, G1 Minas

 

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