06/02/2026 às 09h44min - Atualizada em 06/02/2026 às 09h44min
Após cometer chacina em padaria, adolescente sorri e debocha das vítimas; ex-namorada foi alvo


Um adolescente, de 17, anos é apontado como autor dos disparos que mataram duas jovens, entre elas sua ex-namorada, e uma cliente dentro de uma padaria em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). Segundo registro da Polícia Militar, após atirar contra as vítimas, o rapaz teria sorrido e feito um gesto de deboche antes de deixar o local.

O ataque ocorreu na noite de quarta-feira (4). De acordo com o boletim de ocorrência, uma testemunha relatou que o atirador chegou a caminhar em sua direção logo após os disparos. Desesperada, ela pediu para não ser morta. Conforme descrito pelos policiais no documento, ele "teria sorrido pra ela e ainda feito um gesto de deboche, colocando os polegares nas bochechas e mostrando a língua. O fato levou a crer que ele provavelmente a conhecia e decidiu não matá-la".

Na sequência, o suspeito deixou a padaria e fugiu em uma motocicleta. Ele usava touca e capacete no momento da ação.

 

A principal linha de investigação indica que o adolescente é ex-namorado de Nathielly Kamilly Fernandes Faria, de 16 anos, que trabalhava no estabelecimento. Ela estava no caixa quando foi atingida por dois tiros, um na cabeça e outro no braço, e morreu ainda no local.

Também morreu na hora Ione Ferreira Costa, de 56 anos, cliente da padaria, baleada duas vezes nas costas.

A terceira vítima, Emanuely Geovanna Rodrigues Seabra, de 14 anos, igualmente funcionária do comércio, foi atingida na cabeça, no braço direito e na perna direita. Socorrida em estado gravíssimo e encaminhada ao Hospital Risoleta Neves, ela não resistiu aos ferimentos.

O adolescente foi apreendido e levado para a 1ª Delegacia da Polícia Civil, onde prestou depoimento. Ele deverá ser apresentado ao Ministério Público, que avaliará a aplicação de medida socioeducativa, incluindo eventual internação. Um advogado criminalista ouvido pela TV Globo informou que o jovem pode permanecer internado provisoriamente por 15 dias enquanto o caso é apurado.

A mãe do suspeito afirma que o filho é inocente. Até a última atualização, o Ministério Público não havia se manifestado oficialmente sobre o caso. A Polícia Civil investiga a motivação do crime e trabalha para esclarecer a dinâmica completa dos fatos.

 

Bn@ws

   
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