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Histor - Benedito Teixeira Gomes
 
Quinta, 19 de Março de 2009  
 
  Volvo da História as páginas... e fico

a contemplar nos grandes personagens

seus feitos mais heróicos.

Das cavernas, os rústicos sinais

são testemunhas, senhas, digitais

dos tempos pré-históricos.



À lenda de Menés o Egito surge,

as pirâmides de Gizé atestam

seus louros e porfias.

Na Palestina um povo legendário

a História humana mancha no calvário

com o sangue do Messias.



Sob os punhos de Ciro, a antiga Pérsia

leva às nações, à ferro, seus domínios.

Torna-se colossal.

Da Fenícia o barco do mercante

o Alfabeto transporta doravante

ao mundo Ocidental.



Da Babilônia os Jardins Suspensos

exaltaram as glórias e os triúnfos

de uma próspera nação.

Na Grécia o Partenon ainda retrata

a cultura fecunda... quer se trata

de Sócrates, Platão...



Nas paragens da Itália um povo altivo,

aos ímpetos da guerra estende ao mundo

total hegemonia.

De seu jugo cruel ninguém escapa.

O mundo antigo se rendeu ao mapa

da grande tirania.



Sobre as bases do Império moribundo

estranha raça aos poucos se levanta

com seu gládio mortal:

são escravos... são bárbaros também.

A Idade Média, enfim, as rédeas tem

da História Universal.



Sobre as cinzas da Roma Ocidental

multiplicam-se efêmeros reinados.

Os tempos são confusos...

Do vaticano, infame liturgia

oculta à sombra vil da ideologia

interesses escusos.



A vassalagem - ritual satânico -

traz de volta os grilhões... O escravo geme

sob látego feudal.

O \"herege\", ao fogo, se angustia e morre

e o sangue mártir sobre o altar escorre

da Grande Catedral.



No entanto, um barco mercador se aventa

sobre as águas do Mar Mediterrâneo,

numa ousada missão.

O intercâmbio - medonho cataclismo -

faz sucumbir o insano feudalismo,

semeia evolução.



Três naus percorrem o oceano... à busca

das lucrativas rotas de comércio...

e esbarra logo após.

Sob a vista do rude marinheiro,

o Novo Mundo surge... ao forasteiro

eleva sua voz.



A Renascença a tudo questiona.

O pensamento milenar tateia

numa angústia letal.

Ao Humanismo, o gênio iluminista

volve inspirado sua aguçada vista

à busca de um fanal.



Da Alemanha o brado de Lutero

faz arvorar o sonho da Reforma,

a Igreja estremeceu...

Do Despotismo os reis se apoderaram,

à opressão, sem pejo, condenaram

o mísero plebeu.



A Bastilha, em vão, ousou no cárcere

fragiligar o sonhos reformistas

de um povo injustiçado.

A liberdade sobre a França então

os ventos trouxe da Revolução,

mais fortes que o tornado.



Surge Napoleão... A Europa pasma.

A legenda dos césares revive

no infrene general.

A indústria, enfim, floresce na Bretanha.

À humanidade leva esta façanha,

com o crime ambiental.



São da Europa vassalas outras raças.

O imperialismo leva algema aos povos

de outros continentes.

O estandarte europeu não cai exangue,

embora tenha se lavado em sangue,

nas lutas contundentes.



Protagoniza a Europa grandes guerras,

e num cenário horrendo se transforma

a sua geografia.

Num dilúvio de sangue e maldição,

o Nazismo sinistro estende a mão.

A Europa se angustia.



Sobre os escombros da arruinada Europa

duas nações se elevam arrogantes,

se impõem à humanidade.

Num ambiente à guerra tão propício,

fabricar armas mais parece um víco

ou pura insanidade.



Cai em Berlim o \"Muro da Vergonha\"

e novos rumos busca, tanteante,

a História Universal.

O futuro sorri... o homem cora,

a ansiedade na sua alma aflora

num gesto natural!
   
  Benedito Teixeira Gomes
Guanambi - Bahia
 
 
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 Comentários:
.1
Sexta, 20 de Março de 2009 | 11:19  
Lucília Donato
Olá Bené,
Que lindo poema! Como sempre disse ,você é o máximo! Parabéns. Continue nos brindando com tão belas poesias.
Abraços
.2
Domingo, 22 de Março de 2009 | 18:12  
ari donato
Que bela viagem à História, professor Bené. Parabéns!
.3
Quarta, 25 de Março de 2009 | 07:47  
DELIO MARTINS
Meu Nobre Confrade,
Seus escritos são verdadeiras aulas de História, frutos de um talento fértil.
Shalom!
.4
Quarta, 25 de Março de 2009 | 11:16  
JOÃO PEREIRA DOS SANTOS
OLÁ PROF BENÊ.
TE ADIMIRO MUITO.
COMO AS PALAVRAS SÃO TRABALHADAS E LAPIIDADAS. VC É MESMO UM ARTISTA. PARABENS. SEU LEITOR E ADIMIRADOR DISTANTE.
J.P..
.5
Terça, 16 de Junho de 2009 | 15:31  
ELIENE A. FERREIRA
Prof. Benê.Parabéns!!!!!!!!!!!! Que lindas palavras desde do proformação mim tornei sua fã.
.6
Sábado, 11 de Julho de 2009 | 21:05  
Juracy Gomes Teixeira
olá Bené,é muito ver algo teu na nete,ficou muito linda ,parabéns.um abraço.
.7
Quinta, 22 de Outubro de 2009 | 18:10  
FÁTIMA OLIVEIRA BRITO
OLÁ PROF BENÊ.
Parabéns!!!!!!!!!!!!
lindo poema, apesar de estar fora da Bahia sou uma seguidora sua, a cada poema seu que eu leio fico aida mais orgulhosa de saber em que um dia fui sua aluna, hoje sou colega de profissão.
bjus!!!!!
.8
Quarta, 17 de Março de 2010 | 09:53  
Romilson Gomes Teixeira
Ola Bené, que lindas palavras as tuas, primo eu fico muito feliz e orgulhoso por vc, nós adoramos o teu livro parabens, fique com Deus e um forte abraço.
.9
Quinta, 18 de Março de 2010 | 12:36  
Geane - Caculé-ba
olá Bené!!
É muito bom voltar a ler um poema seu depois de tanto tempo. parabenss!!
.10
Quarta, 14 de Abril de 2010 | 16:33  
Xanddy
SImplesmente fascinante, uma bela viagem no tempo.... Grandioso Bené !!!!
.11
Quinta, 15 de Abril de 2010 | 21:23  
JOSÉ CARLOS BARBOSA NOGUEIRA
Professor, que aula de historia!!! é muita honra ser seu aluno, parabéns!!!
.12
Domingo, 27 de Junho de 2010 | 20:56  
Rosana Moraes Rodrigues
Grande colega Bené,
Que belo poema! Você sempre demostrando inteligência, talento e dedicação pelo que faz. Parabéns!
 
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